terça-feira, 24 de novembro de 2009

Dissimulada


Seus olhos são tão óbvios quanto suas palavras. Entediante euforia desesperada por atenção, máscara invisível que tenta esconder sua solidão decadente ... Tão sozinha, tão doente, tão previsível quanto sua mal acabada falsidade disfarçada de solicitude. Sua absoluta "inaptidão para a vida" a torna mais simplória, mais infeliz. Em seu frágil império de cartas você fora abandonada pela própria vida. Largo sorriso triste que não engana nem mesmo seu reflexo, não há amor que lhe caiba e nem mesmo companhia que lhe ature ... Para você não há amor nem ódio, lhe resta e lhe cabe somente a indiferença pálida comum aos seus dias vazios.

2 comentários:

Fabih Caldas disse...

a jejé comentou no meu blog que eu e tu estavamos a mil. ai vim dar uma espiada e tive que rir da nossa "mesma" revolta.

saudade de ti. muita.

Antônio Carvalhal disse...

Cirúrgico, porém, não entenderá!