segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Meu tempo nada

Preciso confessar que algumas vezes fecho as cortinas e prefiro não estar, prefiro não ser nem parecer. Admito que em alguns dias a liberdade do nada é tudo que me atrai, que me motiva ... não é preguiça ou cansaço, é vontade pura de nada.

Existir como nada é libertador! a insignificância dá espaço à alma que se espreguiça para fora da aparência do ser. Gosto de amanhecer assim, como vácuo em mim, como espaço preenchido por vida ... simples.

Nem sempre consigo atender a essa exigência primitiva que guardo nas estranhas, é difícil ser vazio, é complicado se deixar murchar ... Somos condicionados a inflar, a crescer, a ganhar dimensão para ser visto. Mas afinal o que há para ser visto?

É somente no meu momento vazio, desnudo, quando me torno apenas respiração, que descubro a verdadeira resposta.

5 comentários:

Felipe Attie disse...

Então, seguidor Visceral... Agora, todos os domingos eu assinarei uma coluna na revista digital Os Armênios (www.osarmenios.com.br), onde postarei textos e quadrinhos de minha autoria. Se tiver saco também, dê uma conferida no Visceral Literário(www.visceralliterario.blogspot.com), pois eu transferi todos os meus quadrinhos pra lá. Obrigado e até...

Felipe Attie disse...

As vezes, me dá uma preguiça de existir.

Afobório. disse...

e quem não se sente assim às vezes?

sorte e luz.

FABIH CALDAS disse...

acho que vamos estar um dia bem velhinhas e tu vais continuar a me inquietar com tuas palavras. eh sempre o que vem a cabeca comentar, por nao saber direito o que dizer. inquieta, estou. pertubada. inquietada.. hehe uma inquietude boa, que contraditoriamente me preenche e me esvazia. so tu! saudade.

Johnny disse...

Mas afinal o que há para ser visto?
Em mim nada....