segunda-feira, 12 de maio de 2008

Intrusa

A cor das paredes desagrada, mas a mesa segue montada, desde sempre ao que parece. Ela não espera por mim, mas sento, me sirvo, agradeço. Escuto calada histórias que não conheço, tento lembrar do tempo que não vivi e dos locais onde nunca estive, cumprimento desconhecidos de sorrisos nocivos, vivo a ausência de mim mesma e percebo que a felicidade estava ali, longe do meu tempo, distante do meu gramado.

A intromissão gera olhares perturbadores, seus olhos são como os deles: me deslocam e me declaram a intrusa por aqui. Talvez seja a hora de partir, talvez você também deva ir. Volte às suas canções e deixe que eu relembre das minhas ... quero apenas ficar sentada na sacada do prédio onde é mais fácil esquecer qualquer coisa, lá do alto tudo se torna muito pequeno, lá do alto o vento sopra mais forte e leva consigo qualquer pesadelo que possa perturbar meu sono.

2 comentários:

FABIH CALDAS disse...

triste? corre pra encantado city!!!

na minha vida nunca és intrusa. nunca.


saudade.

beijos

Jéssica disse...

Se fostes intrusa por algum momento, pensa qtos intrusos tu já teves que aguentar na tua vida tbm. É um cliclo. Ora personagem, ora coadjuvante... eta vida louca...hehe. Bjs